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Written by sergiovds

fevereiro 1, 2013 at 15:45

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Clichês da violência

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Reprodução de artigo publicado no Jornal FOLHA DE São Paulo – 23/07/2012

“Clichês da violência
por VINICIUS MOTA

Um homem de 24 anos pratica um massacre num cinema dos Estados Unidos. Começam as explicações: “É a cultura das armas na sociedade americana”; “É a estética do justiçamento em Hollywood”.

Tiras perseguem e matam um empresário na capital paulista porque, alegam, pensaram que ele sacava uma arma. Era seu telefone celular. Começam as explicações: “É a militarização da polícia”; “É a sociedade cada vez mais violenta”.

O crime é alvo dileto das explicações universais. Não que estejam sempre erradas -como um relógio parado, têm sua taxa de acerto.

Quando a economia piora, o desemprego cresce e a desigualdade aumenta, reza o axioma, a violência sobe. Se as armas estão à disposição e o cinema valoriza a brutalidade, compõe-se então o caldo do capeta.

Todos esses fatores atuam de 2008 para cá nos Estados Unidos, que atravessam uma das piores agruras econômicas de sua história. No entanto a criminalidade atingiu, nesse período recente de desemprego, o mais baixo patamar em 40 anos.

No Estado de São Paulo, a taxa de homicídios caiu fortemente, enquanto os indicadores do emprego e da renda progrediram. Mas o fenômeno não se repetiu nos roubos e furtos. Outras regiões do país, que passaram por boom da renda até mais expressivo, nem sequer na taxa de assassinatos melhoraram.

Eficácia de prisões, polícia e Justiça e certos traços da população -como a proporção de jovens, mulheres e migrantes- melhoram a explicação das tendências mais gerais, coletivas. Fatores culturais influem, embora seja difícil objetivá-los.

Mas a receita do fracasso, e às vezes da picaretagem, é tomar barbaridades específicas como determinadas por vetores estruturais. Não foi o militarismo que matou o empresário paulista, nem a cultura das armas que massacrou no Colorado.

Foram indivíduos, plenamente responsáveis pelo que fizeram.”

Written by sergiovds

julho 23, 2012 at 15:51

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Imagens dispensam palavras

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Teresópolis Dezembro 2011 (quase 12 meses após os deslizamentos)
Teresopolis7_limpa_rio
Japāo 3 meses após o terremoto E tsunami
Bp25

Written by sergiovds

dezembro 22, 2011 at 13:20

Publicado em comportamento, política

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Universitários e universitários

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Protesto_movimento_estudantil_20100121_1193261005

Gente jovem reunida nos anos 70 só acontecia nos recônditos da resistência ou para encarar a PM. E nessas horas sabíamos que a segunda opção podia ser mortal, ou melhor, a maioria não sabia, seguia – entusiasticamente – os mais corajosos e safos. Pois, no confronto direto os “milico” levavam sempre vantagem. A estudantaiada encarava o “choque” não porque achava que iria ganhar… A situação era simples: não havia opção! Estávamos em uma ditadura perpetrada por um golpe e sem garantias de cidadania alguma! Era assim ou não era.
Os jovens de hoje precisam saber que Paulo Maluf NÃO é símbolo da ditadura (ele é apenas um aproveitadorzinho que encontrou respaldo em um bando de ladrões e idiotas). Os jovens precisam ser lembrados o que determinava o AI-5.
Éramos afoitos? Claro que sim! Assim como todos jovens fomos à luta sem lenço nem documento, mas não éramos estúpidos. Para chamar a atençäo pichávamos os muros com ABAIXO A DITADURA! Para promulgar ideais democráticos a gente se reunia na surdina, cantávamos em butecos, nos mobilizávamos em campus e, sim, ocupávamos espaços estratégicos que permitissem uma fuga rápida por inúmeras rotas (Ibiúna? Nunca mais! Né, Zé Dirceu?!). Invasão e depredação de bem público era exatamente o oposto que a lógica do movimento de resistência ao estado militar opressor desejava (até a LIBELU sabia disso!). A doutrina era “não dê motivo!”. Ações rápidas, impactantes e bem visíveis (hoje chamam isso de flashmob). Se um grupo “desse bobera”, o pau cantava e o de arara era usado nos por??es.
Nos meados dos 1970 a união estudantil massiva e bem documentada pelos meios de comunicação permitiram os discursos ideológicos sobre ditadura, liberdade democrática e direitos civis… O resto é história.
Hoje vivemos pleno Estado de Direito, temos uma Constituição – se não perfeita, bastante eficaz – há eleições diretas para todos os níveis do executivo e legislativo (O judiciário? Bem, isso é outra estória e outra pedra em meu sapato democrático), podemos nos organizar livremente em grupos e associações, podemos promulgar quaisquer ideias na “interwebs”, ou seja, podemos expressar novas posturas, exigir modificações, arregimentar seguidores… Repito: Temos uma Lei que nos dá direitos e que estabelece deveres. Assim, pergunto:
Catzo! O que passou pela cabeça dos estudantes que invadiram na marra e depredaram o edifício da reitoria da USP? Com o apoio de alguns funcionários da universidade, alguns estudantes tentaram criar um fato de fulcro administrativo (colocar o reitor em uma saia-justa através da invasão e ocupação) e de motivação ideológica (contra uma possível privatização da Universidade orquestrada pelo governador Geraldo e conduzida pelo reitor Rodas). Ou seja, um equívoco anárquico com palavras de ordem anacrônicas, e que acabou como começou, um mero caso de infração legal e de polícia, com setenta e poucos jovens que agora responderão como bandidinhos comuns por invasão, depredação de bem público e desrespeito a decisão judicial… Nota: o cerne da questões “educação de nível superior” e “funcionalismo público” encontra-se anos-luz da gritaria universitária. Como diria um grande pensador que sabiamente vive em Pittsburg: “Isso tudo é barulho de lata!”

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Sérgio Vieira

Written by sergiovds

novembro 8, 2011 at 23:31

Uma vida…

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Somos em quatro irmãos nascidos em 1957, 1958, 1961 e 1968.

Eu sou o primogênito e todos fomos criados em um pequeno (há época de minha infância imeeenso) sobrado em terreno longo e mágico, numa rua da Casa Verde, bairro classe média baixa de São Paulo.

Após ter saído de casa em janeiro 1975 aos, 17 anos rumo a Lins, para estudar Engenharia, voltei esporadicamente ao sobrado que já, a mim se tornava um lugar onde a minha família morava. Eu? Bem… eu já pertencia ao mundo das minhas próprias decisões e indecisões.

Em 1977, meu pai – impetuoso e solitário como sempre – tempestivamente decidiu e deixou o sobrado, levando a família para sua terra natal, que – pra minha alegria ficava a 50 km de onde eu estudava. Nos anos que se seguiram passamos por poucas e boas, cada um dos irmãos se ajeitavam como lhes era possível, estudando, trabalhando e a cada período um seguindo a sua própria vida.

Zanzamos por aí: um por Ilha Solteira e Bauru, outro por Apucarana, mas todos acabaram de volta a São Paulo… Nossos pais, jovens, faleceram… ficamos velhos e órfãos.

Inúmeras vezes e isoladamente – tenho certeza – cada um de nós voltou ao antigo nº 712 da Rua Saguairu e passeou vagarosamente pela vizinhança encontrando e reconhecendo um antigo morador aqui ou acolá, um ou outro companheiro de escola tocando o negócio que era de seu pai ou uma antiga namoradinha…

Três dos irmãos casaram e nossas mulheres nos deram filhas e filho. Um dos quatro irmãos, único, até hoje solteiro no estado civil – mas compreensivelmente casado com o Mundo – decidiu, há uma década, viver de coração, em seu porto seguro, salvador.

Desde então sinto-me um imbecil por nunca ter ido visitá-lo. Não pelo calor, pela praia, pelas férias, pela farra, pela Bahia, mas por minha total displicência para com ele. Miseravelmente falhei como irmão…

Hoje pela manhã noto um email perdido entre dezenas, centenas… é do meu já soteropolitano irmão, deixo para ler seu conteúdo em casa. O email em si apenas explica o que e como foi elaborado o seu anexo, que com orgulho imenso (por um lado) e nó maior ainda na garganta (por outro) compartilho com todos vocês:

Casa_da_saguairu_-_demolida

 

 

 

Written by sergiovds

julho 15, 2011 at 23:32

Publicado em comportamento, poema, poesia, poetry

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Pequenas Tragédias

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Palha_o_lagrima

Há alguns anos eu possuia um roteiro para as manhãs dos sábados: após minha caminhada – coisa de hora e meia – eu passava no jornaleiro da praça, aqui em frente da minha residência, e comprava o jornal do dia e algumas revistas.

Sempre eu buscava na ampla praça um lugar abrigado – ou do sol, o do vento frio ou da garoa – para minha tranquila leitura. Quando não conseguia – o que era bastante comum nestas manhãs paulistanas – eu me dirigia a um dos inúmeros barzinhos que ficam nas redondezas. Abrigo, comida e bebida, perfeito!

Acomodado numa mesa ou balcão, num canto mais sossegado, eu pedia algo para garantir um olhar mais amistoso do proprietário; dependendo do clima e do horário podia ser um suco, um refrigerante ou uma cerveja. Tentei inúmeros estabelecimentos até que encontrei um barzinho pequenino bem silencioso até as 11h da manhã, quando de repente chegava uma dezena de habituées. Parecia horário combinado. 

Com o tempo fui prolongando minha estada no bar. Ler era impossível, todos conversavam sobre tudo e já partiam para um jogo de dominó ou de truco. Não deixava de ser engraçado. Havia dentista, comerciante, marceneiro, aposentado, vendedor, químico, pintor, engenheiro, barbeiro, vagabundo, bêbado profissional… ou seja, de tudo, e junto! Falando, jogando, rindo, beliscando petiscos e… bebendo bagaray. 

Vez ou outra havia uma altercação entre dois mais exaltados e/ou alcoolizados, aí a turma do deixa-disso entrava em ação. O buteco era assim, na maior parte do tempo, uma grande bricadeira de adultos maduros e meio bêbados.

Com o tempo descobri que todos estes senhores maduros se conheciam há coisa de 30, 40 anos, todos são naturais aqui do bairro. Muitos estudaram juntos, casaram com as irmãs e primas um dos outros; e alegremente, por falta de coisa melhor (ou por pura necessidade etílica-emocional), frequentavam o barzinho diariamente. 

Com o passar do tempo acabei fazendo amizade com alguns deles e sendo aceito no grupo apesar de quase não frequentar o bar. Sempre passo por ele por volta das 20h quando, além deles estarem já bem alcoolizados, o dono já os está tocando pra fora.

Durante a última semana deste janeiro percebi que o ar andava pesado no tal barzinho, normalmente isso acontece quando há um briga um tanto mais séria entre seus “habitantes”. Sondei aqui e acolá, uma, duas vezes e ninguém se abria. 

Eis que num sábado de manhã encontro o proprietário por acaso na rua e tasco de primeira: 

– Mas, me diz aí o que aconteceu que anda todo mundo meio borocochô… alguém brigou feio?

E ele:

– Ninguém te falou nada? Você não tá sabendo?

Eu já com a cara de espanto e mais que ressabiado, balancei a cabeça negativamente. Ele me encarou profundamente e disse:

– O Camilo também se matou… Na semana passada… se enforcou no meio da sala da sua casa.

E eu incrédule:

– Mas…mas peraí! O cara era o maior astral, sempre de bem com vida, mesmo com a separação, sempre dando força p’ros mau-humorados de plantão…

E aí a ficha caiu:

– E QUE HISTÓRIA É ESSA DE “TAMBÉM”?!

O proprietário do barzinho, em tom de confidência, mais pra me fazer falar baixo que de fofoca, prosseguiu:

– Eu não acredito que ninguém te disse! Hoje faz 15 dias que seu João se matou… do mesmo modo. Enforcado.

Eu mais espantado ainda balbuciei:

– O seu João?! Mas o velhinho era uma flor de pessoa! Agora mesmo no fim do ano ‘tava todo pimpão desfilando com o bisneto dele por aí… 

Sem expectativas de conseguir alguma informação mais profunda que especulações, apenas encarei meu interlocutor e lamentei ambos os fatos sem deixá-lo cair no disse-me-disse. 

Muito mais que a compreensão para o ambiente sombrio do barzinho, foi a clareza dos motivos que quase me nocateou durante nossa conversa rápida: 

Todos aqueles frequentadores contumazes sabiam, bem no íntimo, o que levou cada um daqueles seus parceiros de balcão ao suicídio por via rápida.

Written by sergiovds

abril 27, 2011 at 03:30

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…E agora, José?!

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Veja, Folha, Estadão, Carta Capital, O Globo…

A grande imprensa brasileira, sem saída e em desespero financeiro, mostrou nestas eleições seu total comprometimento com uma ideologia política ou outra e acabaram se tornando em algo, assim, como um weblog exclusivo, de opinião. Ou seja, o conceito de jornalismo isento e/ou elemento meramente informativo e fiscalizador (doutrina do 4” poder de uma Democracia) foi p´ras cucuias…
“Informação p´ra quê? Os compradores do jornal/revista/site que se lasquem! O que vale neste meu produto de propaganda é o que acho!”

 

Nota de última hora: O ¨jornalismo¨ (SIC) tupiniquim, deste dayafter, insiste em avaliar a divisão NORTE-SUL dos votos em termos PERCENTUAIS… Coloque as votações nas regiões em NÚMEROS ABSOLUTOS e verá que os 45% dos 89 milhões dos eleitores do sul, sudeste e centro-oeste (algo como 32 milhões de votos de 40 milhões de eleitores, menos 20% de abstenção) é muito mais significativo que os cerca de 22 milhões de votos oriundos do N-NE. Com aritmética elementar vê-se (sem torturar números) que os 11 milhões de votos absolutos que Dilma recebeu a mais que Serra residem nas regiões sul, sudeste e centro-oeste… xenófobos, onde estás seu XENOS agora?

 

Written by sergiovds

novembro 1, 2010 at 15:55

Publicado em comportamento, webworld