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Archive for outubro 2010

A Interatividade, a Operadora e a Ouvidoria

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Sac

Retornando nesta ??ltima 2a. feira (18/out/10) de uma r??pida viagem ?? Minas minha esposa me questionou:??

"Voc?? colocou cr??ditos no meu telefone pr??-pago?" E eu: "??? claro, vivo colocando cr??ditos nele e sempre conto a voc?? tim-tim por tim-tim!" (arrghhh).??N??o, n??o disse nada disso??? eu respondi: "Coloquei sim, R$ 35 na sexta-feira mesmo, antes de voc?? viajar".??

E ela desconfiada rebate: "Pois ??, n??o usei nada e os cr??ditos est??o zerados. N??o tem nada, nadinha e aquele n??mero doido 72751 mandou umas 20 mensagens (fato estranho #1).

A?? eu indaguei: que n??mero ?? esse 72751? Calmamente ela me diz que havia duas semanas que este n??mero enviava SMSs sem parar! Ainda na 2a. eu ??gogleei?? e rapidamente descobri que o tal n??mero ?? odiado por usu??rios de v??rias operadoras como pode ser visto aqui??e??aqui.

Na 3a. (19/out/10) disquei *8486 op????o 9 e a grava????o me informa o protocolo do ??n??o-atendimento?? posterior. Explico: ap??s a entrada da atendente na linha, e a confirma????o de dados e de eu explanar todo o meu problema, ela me informa que n??o pode fazer nada, pois os atendentes est??o sem sistema (fato estranho #2) e que apenas em 24h eu poderia conseguir algo, assim deveria ligar novamente no dia seguinte.

Na 4a. as 10h manh?? ligo novamente ?? Central de Relacionamento (hahahaha), a mesma mensagem eletr??nica me avisa que se n??o quiser ouvir eu receberei uma mensagem SMS com o n?? do protocolo do atendimento da ocorr??ncia (fato estranho #3), logo em seguida entra o atendendo, que ap??s a ladainha sobre dados ouve meu xoror?? sobre o fato de que "um servi??o n??o solicitado e, portanto, n??o autorizado via o n?? 72751 estava ??sangrando?? os cr??ditos de um pr??-pago??? que tal fato se revestia de fraude e/ou falsidade ideol??gica e roubo??? assim eu exigia o cancelamento imediato de tal "servi??o" e de quaisquer outros que estivessem vinculados ?? linha??? e que por fim eu solicitava o nome do setor ou do respons??vel pelo servi??o vinculado ao n?? 72751 para as devidas provid??ncias legais???"

O atendente, ouvindo ainda de mim que tal n??mero ?? ??useiro e vezeiro?? de tal pr??tica e que, certamente, a Operadora estava ciente de disso, tentou me explicar que se eu enviasse um SMS para o tal n?? com uma palavra em mai??sculas o servi??o seria cancelado (fato estranho #4). Diante minha exig??ncia de solu????o ??por parte da Operadora que intermediou o acesso n??o-autorizado??, o atendente efetuou a interrup????o do servi??o e que eu receberia um SMS com a notifica????o de tal procedimento (fato estranho #5).

Diante minha obstinada insist??ncia em saber informa????es sobre o servi??o 72751, o atendente informou que este era uma "interatividade" (jarg??o do mercado), um servi??o fornecido por terceiros e que a Operadora n??o era respons??vel pelos atos deste terceiro (fato estranho #6). Por fim informou que se eu quisesse ele poderia me encaminhar ?? Ouvidoria (hahaha??? outra vez) e eles poderiam me ajudar a descobrir quem era a empresa por tr??s do servi??o.

Ato cont??nuo, a atendente Mariana da Ouvidoria (arrghrssppotfthahaha??? imposs??vel conter a gargalhada) entra no embrulho – as 10:12h – ??comecei ent??o a contar tudo de novo. Quando disse que gostaria de saber quem era o n??? 72751,????ela me interrompeu e??repetiu tudinho o que o 1??? n??vel do filtro "vamos enlouquecer o est??pido pagante" havia dito??? comecei a me sentir no Processo de Kafka. Foi quando imbu??do de um esp??rito "ad vocantis" argumentei que a Operadora como parte de um contrato de presta????o de servi??os com um terceiro (a?? tal ??interatividade??) poderia ser alvo de co-participa????o em ato ilegal em uma a????o civil e criminal, etc. e tal (digress??o: para quem n??o sabe, corruptela de etecetera et al)… N??o ?? que a frase de efeito funcionou! Como um passe de m??gica ela come??ou a SOLETRAR o nome da empresa respons??vel pelos "servi??os" do n??? 72751 – SUPPORTCOMM.

Questionei ent??o se este era um nome fantasia, pois uma empresa possui raz??o social e tamb??m um CNPJ??? A?? o "bicho pegou", ela embatucou e pediu ??um minutinho?? para consultar a informa????o solicitada?????

Bem, enquanto eu achava o site da supportcomm e escrevia este post a musiquinha de espera da Operadora/Ouvidoria ficava em moto-cont??nuo no telefone at?? as 10:53h, ou seja, mais de 30 minutos de espera pelo retorno da Mariana at?? o corte da linha pela Operadora (fato estranho #7). Brasiu!!!


FATOS ESTRANHOS:

#1 – Verificando o celular da esposa descobri que durante os dias anteriores ?? viagem a m??dia era de 3, 4 mensagens di??rias, assim que ela entrou em roamming a m??dia passou a 22 SMSs di??rios!!!

#2 – Por qu?? solicitou todos os dados, e tamb??m ouviu toda a solicita????o e requisitou maiores detalhes para depois informar a falta de sistema? De imediato solicitou 24h de prazo para retorno a normalidade, pois bem, 1h depois liguei de outro telefone pr??-pago e cancelei um servi??o promocional.

#3 – N??o recebi SMS algum confirmando ou n??o o atendimento.

#4 – Nitidamente j?? faz parte do roteiro de atendimento o texto compreensivo e de que n??o s??o respons??veis pelo ocorrido, tanto que solicitam ao incauto que o pr??prio cancele o servi??o caracterizando assim a ci??ncia de uma ??solicita????o?? oficial.??

#5 -??N??o recebi SMS algum confirmando ou n??o o atendimento, o que caracteriza a exist??ncia de roteiro de atendimento com um ??apagar de rastros??, ?? como se eu nunca houvesse me comunicado com a Operadora.

#6 – Como uma Operadora pode cancelar um servi??o (contratado ou n??o) e n??o ser respons??vel perante ambas as partes? Ela intermediando um fornecedor e um usu??rio, deve por Lei, possuir um contrato com cada uma das partes e, portanto, possuir co-responsabilidade pois aufere lucro na rela????o entre ambos.

#7 – Bem… este n??o ?? um fato estranho quando se trata de atendimento de Operadoras.


post scriptum (aka p.s.) – Confirmado a ANATEL (Associa????o Nacional dos Amigos das Tele-operadoras) n??o l?? a ??Interwebs??, pois fica l?? imp??vida e ??colossa?? ?? espera que voc?? registre uma reclama????o. Apenas isso. Eles n??o te retornam, n??o te informam??? ningu??m sabe o que acontece. N??o podiam ter inventado um sistema melhor de processo infinito e inconcluso. A perfeita solu????o de continuidade.??

Written by sergiovds

outubro 23, 2010 at 16:57

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D??stico

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Libertas-que-sera

27 jun 1978

Dístico

A você que passou a vida derrubando ideais 

e ideias normais,

Transcendentais normas de existência 

em loucos dias regrados.

A você que violentou-se, expondo vísceras 

e entranhas à estranhas pessoas,

Enzimas e químicas de seu sangue na jugular, 

Arterial oferecimento de um franco vampirismo social, 

Metamorfoseado em estigmas familiares.

Ao meu psicótico ser, animal místico, 

com sotaque italiano e meias palavras, 

resmungadas, soluçadas entre um urro e outro.

Ao falso enredo da consciência humana

e do script cultural que falhou.

Pelo respeito à lógica, seguir a ordem

e me desencontrar por completo.

Qual o real significado

da fatalidade?

 

Written by sergiovds

outubro 23, 2010 at 00:38

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Mens Sana

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16 de abril 1978

Mens Sana

Desse marasmo que domina minhas veias

e faz escorrer um mistura. Lodo. Lama. ??gua. Sangue.

Desse medo em mim prenhe de outras datas??

que regurgita e agita as entranhas.

Estranhas passagens habitadas??

por estranhas mem??rias. Ingl??rias. Instantes.??

Dessa tremedeira barata,??

nervosa e qu??mica. T??mida. Escondida. Tamanha.

Que desdobra minha pele arrepiada??

em escamas abissais e escuras. Di??rias

Em esculpidas e est??pidas frases??

colocadas, maceradas no incesto cotidiano

Desse caos estabilizado??

que mant??m as v??sceras expostas. Im??veis. Ao sol.

Salgando o charque da minha moral

roubada de um passado qualquer.

E pousada na senda, na fenda da minha estirpe.

Brota l??quida, minha insanidade??

escorrida em meias id??ias. Obscena. Herege.

Err??nea e debilitada num v??mito alcoolizado.

Written by sergiovds

outubro 8, 2010 at 20:09

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Aham, Cláudia senta lá… (*)

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Abaixo transcrevo o artigo do Terra Magazine. Quem quiser pode acreditar no Ricardo Gandour; eu, após a leitura do artigo tasquei aí em cima o título do post.
(*) entenda o meme – clique aqui 

Diretor do Estadão: "Não houve censura a Maria Rita Kehl"

O diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, conversou com Terra Magazine sobre a demissão da colunista Maria Rita Kehl, psicanalista, que, no último sábado (2), publicou no jornal um artigo no qual tratava da "desqualificação do voto dos pobres". Gandour, para começo de conversa, diz que "não houve demissão":

– Não é demissão. Colunistas se revezam, cumprem ciclos.

Disse ainda o diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo:

– Havia uma discussão em torno de novos rumos para a coluna, essa conversa começou na última terça-feira pela manhã, (…) Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão. Não houve censura. Tanto que a coluna saiu integralmente.

A seguir, a conversa com Ricardo Gandour.

Terra Magazine – O que aconteceu entre o jornal o Estado de S.Paulo e a colunista Maria Rita Kehl? 
Ricardo Gandour – O projeto original no caderno C2 + Música é de de ter ali, aos sábados, um espaço em torno da psicanálise. Um divã para os leitores. Mas esse não era o enfoque que ela vinha praticando e frequentemente conversávamos sobre isso.

Com você? 
Não comigo diretamente, mas com a editora do caderno. Assim iniciou-se com a autora uma discussão em torno de novos rumos para a coluna. Inclusive com o contrapropor da colunista.

Quando começou essa conversa?
Essa última conversa começou na última terça-feira, pela manhã. Ela chegou a contrapropor alguma coisa, tinha um diálogo rolando… Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão…

Mas vocês atribuem isso a ela?
Eu não sei, não posso afirmar. E estão dizendo na internet que houve censura…

…Na verdade, o que há na internet é uma entrevista com Maria Rita Kehl, onde ela diz: "Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"
Não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula.

Mas houve consequências…
Tinha uma conversa em torno dos rumos daquele espaço. Estão dizendo que foi a coluna de sábado que causou isso, mas não foi, não. Era o foco daquele espaço que era outro. Claro que a coluna de sábado foi uma coluna forte…

Forte…
Dentro da questão de que não era esse o foco.

Então, a demissão não se deu pela opinião da Maria Rita e por posterior censura à ela?
Não é demissão… colunistas se revezam, cumprem ciclos. A Chris Mello saiu do jornal em agosto, o Mark Margolis entrou em outra seção. O jornal tem 92 colunistas, e esse ano saíram três e entraram três ou quatro. O que estava havendo aí era a simples gestão de uma coluna específica.

Desde…
Tinha um diálogo rolando e esse diálogo vazou e eu lamento que esteja havendo uma leitura histérica disso.

Talvez porque é um momento…
O momento é delicado, crítico, de eleições, mas abriu-se um diálogo que vazou e nós mantivemos a linha. O fenômeno da rede social é que uma conversa entre três pessoas passou a acontecer entre 3 mil pessoas, mas a verdade sobre esse fato é esta.

Bob Fernandes – Terra Magazine

Written by sergiovds

outubro 7, 2010 at 19:19

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Estadão: “Delito de Opinião”?!!

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Estou estarrecido:
Maria Rita Kehl declara ao Bob Fernandes do Terra Magazine: “Fui demitida (do Estadão) por um ‘delito’ de opinião” – clique aqui para íntegra da entrevista.
Mas o que está acontecendo com os jornais brasileiros?
É o desespero da falência iminente destas companhias anacrônicas?
Um mamute da velha mídia, do alto de toda sua conservadora e histórica defesa de independência e que estampa diariamente estar sob censura por ato jurídico, joga tudo fora. Alinha-se empresarial e politicamente a um candidato à presidência e (talvez, quem sabe) na defesa de sua coerência ética (?), não censura uma articulista que contraria a sua linha editorial tucanada – e portanto, sem independência e isenção antes adotada – simplesmente a demite, num claro recado:
Aqui é assim, se você quiser assado vá pra outra freguesia, meus empregados fazem o que mando, ideias contrárias às minhas não cabem em meu jornalismo na minha empresa de informação“.

Nota: Nos anos 80 tive o prazer de trabalhar com o lado masculino da família Kehl (Sérgio, Luiz Augusto e José Renato). Infelizmente a Maria Rita conheci apenas “de vista” e em alguns pequenos encontros sociais, nada muito profundo, o que não influiu em nada em minha admiração e respeito pelo seu trabalho.

Written by sergiovds

outubro 7, 2010 at 18:30

Publicado em comportamento, política

Mulheres… “APRENDÃO”(*)!

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Este videozinho apresenta o que pode-se qualificar como sendo o primor da eficiência e uma pequena aula para as mulheres.

(*) que não conhece o meme pesquise no Google.

Written by sergiovds

outubro 6, 2010 at 19:18

Publicado em comportamento

Voto Distrital Misto? Nada disso… Megasena!

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Sorteio_grupos

Quanto a forma de eleição legislativa eu tenho uma ideia antiga, pincelada por um colega de profissão há anos, e que de uma tacada só diminui absurdamente os custos diretos e indiretos do Congresso Nacional e também a quantidade de funcionários públicos federais, estaduais e municipais:
A “eleição” de vereadores, deputados e senadores se daria por sorteio.

Isso mesmo! Sorteio.

A pessoa tem mais de 24 anos (ou seja, deixou de ser infantilóide, é apenas infantil), possui instrução mínima de 2º grau completo, declara IRPF? Parabéns!!! Ela pode ser uma dos sorteadas a representar nos próximos 5 anos seu distrito/cidade (vereador); para deputado a instrução mínima de 3º grau (incompleto para estadual e completo para federal), para senador a pessoa tem que ter no mínimo 35 anos e 3º grau completo.

O sorteado/representante nem precisaria sair de casa: receberia uma super workstation (com help desk, back-up e suporte on line 24/7) e um link com uma banda imensa…

Da Capital (da nação ou dos estados) ou das cidades, somente alguns funcionários públicos iriam organizar e providenciar as pautas e os textos (via internet) para o fiodamãe do sorteado representante legislativo fazer o que tem que fazer: votar ou elaborar leis para avaliação e aprovação, ou não, pelos seus pares. Sem sair de casa!

Durante o período de prestação de serviços como representante dos cidadãos o ilustre sorteado receberia, do Estado, além da infraestrutura citada, um salário que seria exatamente o dobro daquele que recebia, comprovadamente, no dia do sorteio (obviamente este seria licenciado de seus afazeres profissionais sem remuneração durante seu cargo legislativo). Nos casos de ausência de renda a Lei do Sorteio irá definir um piso salarial para a legislatura exatamente igual ao menor salário existente no grupo de representantes sorteados; nos casos de empresários usar-se-á como valor-base o Pro-Labore ou Rendimentos de Participação, tudo de acordo com o IRPF/IRPJ. Não haverá suplência, apenas novo sorteio para substitui-lo no cargo vago (morte ou renúncia).

Simples, não!?

E o que fazer com Brasília, com seus equipamentos funcionais e funcionários legislativos? Fácil! Vamos transformá-la numa Las Vegas.

Written by sergiovds

outubro 4, 2010 at 16:30

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