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Muro do arrimo ideológico

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Há 20 anos (para mim “apenas”, para muitos de vocês “quase uma vida inteira”) sucumbia às porradas, picaretadas ou qualquer outra ferramenta o símbolo concreto de um preceito de duas ideologias antagônicas: O Muro de Berlim (em alemão deve ser um nome pomposo do tipo Berlinetzchfurschöelgüentten – que decepção, vi agora que é só Berliner Mauer).

No auge da Guerra Fria (ou do Medo como alguns a chamavam, pois bastava um doido apertar o botão e tudo certamente iria virar pó radioativo), em março de 1963, logo após a Crise dos Misseis (out/62), foi delimitada uma faixa de terra que corria por parte de Berlim, colocando de um lado os setores controlados pelos aliados e do outro o setor controlado pelos soviéticos.

O que era para ser um bloqueio para controle de acesso para ambos os lados passou a simbolizar o embate ideológico do século 20.

De um lado o Capitalismo do outro o Comunismo. Nem vou entrar na discussão sobre o socialismo e suas variações. Na defesa do status quo só havia dois lados: capitalista ou comunista. 

Essa aberração enraizou de tal modo nas cabeças da massa que até hoje sentimos os efeitos desta falácia, da farsa do poder. O maniqueismo tanto de direita, como de esquerda nunca “deu a menor pelota” para o viés histórico e civilizatório do embate ideológico. O negócio sempre foi o poder pelo poder, foi o de locupletação e domínio das engrenagens financeiras de cada bloco (como diria o Sarney: é u pudê, só u pudê!).

As ideologias estavam podres, assim como o seu símbolo físico, o Muro. Bastou que um monte de gente ameaçasse fazer uma zona em um check point, uma ordem mal interpretada e uma certa letargia oriunda da Glasnost (tá bom, e o bom senso de um burocrata que impediu o uso de armas de fogo), ou seja um pontapé para que ele caísse e assim desmascarasse ambas ideologias.

O socialismo soviético (e junto com ele os europeu) evaporou em poucos anos, o socialismo cubano transformou-se em um museu a céu aberto, e o socialismo chinês – a ferro, fogo e algumas centenas de milhões de burocratas – foi delicadamente adormecido sob uma economia de mercado para lá de controlada.

Por fim, o capitalismo taí, cambaleante por falta de algo melhor, causando sustos e falências colossais a cada década (se bem que nesse sistema, sempre que alguém se ferra um outro se dá bem, né?!).


 

Posted via web from Impressões Digitais

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Written by sergiovds

novembro 9, 2009 às 21:04

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