Sergio's Printed Words

WebLog Experience – notes about Digital World

A sublime arte do aprender…

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Toda vez que ouço sobre a “sagrada missão de educar” tenho engulhos… Basta haver uma tênue ligação entre transformar informação em conhecimento para que arautos gongóricos proclamem as maravilhas (mormente as agruras) de ser um professor.

Ai meus deuses…

O ato de professar não é lá muito reconhecido, pois carrega, já em si, uma carga de pedantismo e autoridade hierárquica um tanto anacrônica (lembre-se: o modelo das escolas de hoje possui no mínimo 500 anos de idade). Muitas das vezes, este modelo quase medieval, é acrescido de catalisador moderno: o fato do lente ligar seu “modo automático” (eu dizer ser indolente, mas aí a rima seria insuportável) de ministrar a mesma matéria ano após ano. Quem disse que é fácil dominar um número cada vez mais expressivo de crianças/jovens em sala de aula (empurrado pelo lucro operacional) assim como seus vencimentos (cada vez mais pressionado para baixo pelo mesmo lucro operacional)? A regra do modelo educacional ocidental é perversa, e adiciono: es-tú-pi-da.

Antes que alguém já venha para cima de mim vociferando que professor é isso, ou aquilo… devo diferenciar este profissional, formado, registrado, concursado, legalmente autorizado a ministrar aulas em estabelecimentos comerciais educacionais, da entidade que respeito e louvo, o educador. E este, nem precisa ser bacharel, mestre ou doutor em quaisquer matérias do conhecimento humano! Pode ser o seu Vicente que me ensinou aos 5 anos de idade como eu deveria me comportar em sua oficina de sapateiro, ou alguns anônimos, ou não, da web que compartilham pedaços de seus conhecimentos hoje em dia.

O verdadeiro educador jamais se reconhece como professor, ele apenas é um elo que faz da informação, conhecimento (e vice-versa), e para isso ele precisa do outro lado desta equação. O educador só existe se houver o educando.

E aí mora o perigo… nossas crianças não são orientadas pela nossa cultura social e familiar a serem educandas. Elas “malemá” recebem orientações básicas de socialização, são brutalmente jogadas à própria sorte em armazéns sem a mínima estrutura pedagógica “para serem educadas pelo professor, afinal não é esse o papel da escola?”. A familia, a estrutura social destes jovens estão preocupadas e focadas em outra agenda, não passa pelo tecido sociológico que há uma brutal necessidade de compreensão de seus equívocos formais.

Criança é curiosa por necessidade biológica (diria meu pai) não é necessária a criação de ferramentas pedagógicas lúdicas para que elas se interessem por algo. Não! Deixe-as descobrir a serem educandas, ou seja, deixe-as buscar conhecimentos, basta fornecer a informação em doses adequadas, através de qualquer meio, no momento oportuno, junto com processos de descoberta. Este processo de desenvolvimento do conhecimento e aculturação desagua naturalmente na busca pelo educando de educadores.

Quando muitos dizem que “o grande problema deste país subdesenvolvido em desenvolvimento é a cultura do povo e o problema crônico do nível da nossa educação”, eles não estão muito longe da verdade… estão atirando nas codornas, mas, acertando o cachorro!

Eu sei que você quer ler aqui minha proposta para a saída… eu só vejo uma. Comece já a se preparar para quando tiver seus filhos e caso já os tenha, nunca é tarde para começar…

Mesmo não sendo um pedagogo e nem um ardoroso defensor de datas comemorativas (acho isso uma estupidez, principalmente as comerciais)  devo me curvar à lembrança do que eu denomino “educador”.

A todos vocês que educam antes de professar idéias meus parabéns.

Posted via web from Impressões Digitais

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Written by sergiovds

outubro 14, 2009 às 22:29

Publicado em comportamento

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