Sergio's Printed Words

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Archive for outubro 2009

O dólar e o “custo Brasil”

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Não sou de falar sobre economia, mas para quem passou – ao longo de toda sua vida – por todas as mudanças e de moedas e mirabolantes planos heterodoxos e ortodoxos produzidos por toda uma geração de místicos da PUC de Campinas ou FGV do Rio e de São Paulo, pode sim (até com certa licença poética) analisar o que acontece.

Com a entrada maciça de dólares no país (afinal aqui paga-se uma boa taxa para dinheiro volátil) a cotação da moeda-padrão (US$) despencou. O real, assim sobrevalorizado, emperra as exportações e na abre a possibilidade de importação a custo menor (se bem que distante de barato).

Qual solução?  O governo, meio que perdido com a condição maluca e descontrolada da economia mundial, utilizou-se da velha receita: vamos criar impostos para encobrir a ineficiência estrutural do país. E assim: puft! Vamos taxar com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) o ingresso de recursos estrangeiros, canalizados para os mercados de renda  fixa e de capitais.

Como na prática a taxa de juros real (acima da inflação) é muito atrativa, creio que não será a alíquota de 2% deste novo imposto que irá segurar a cotação do dólar.

E onde entra o custo Brasil, lá do título deste artigo nesta história? Simples, o termo “custo Brasil” que representa romanticamente a total falta de competitividade dos produtos brasileiros, desempenha – junto com essa realidade cambial – um papel estrutural e decisivo no futuro próximo e de longo prazo do nosso país.

Todos sabemos, menos o poder institucional, que os custos de produção/distribuição/comercialização brasileiro é onerado com uma carga tributária elevada (efeito cascata e profusão de regramentos, causando conflitos e ilegalidades), juros nas alturas, leis trabalhistas ultrapassadas, judiciário lento e arcaico, infraestrutura nula no armazenamento e escoamento da produção (estradas ruins, portos e aeroportos obsoletos), falta de mão-de-obra especializada… ou seja, um circulo vicioso que se auto-deteriora, criando, por fim, um estado estático, ineficiente e corrupto.

Sem dúvida (ao mesno pra mim) o principal desafio da nova geração é: frente a realidade, lutar para a eliminação de todo o desperdício de recursos que o Brasil carrega em sua estrutura social-política e administrativa.

Se efetivamente o Brasil se apresenta como “a bola da vez” e promete ser um porto seguro para os próximos anos para o capital estrangeiro, pode-se conseguir finalmente sair deste voo de galinha, evoluindo para – ao menos – um voo de pato. Mas, se ficarmos nessa de aplicar aqui e ali taxações sem eira nem beira, e não se atacar as causas do problema, vai ser difícil, muito difícil as novas gerações viverem bem neste país (e ‘tá, vou ser otimista) promissor.

Olhando isoladamente para este caso do IOF dá até para desconfiar: será que o governo federal não está querendo somente compensar a perda de arrecadação deste ano, criando um novo imposto?!

Éééé.. Nação que pensa somente no curto prazo, que empurra seus desafios para a próxima geração assemelha-se àqueles que não planejam para onde querem ir, e aí, qualquer lugar é lugar.

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Written by sergiovds

outubro 22, 2009 at 13:35

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Esqueça o comprovante de voto…

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Certidão Eleitoral Eletrônica

Você ainda guarda aquelas tirinhas de papel ridículas para comprovar que votou nas últimas eleições?

Afinal de contas sem essa comprovação não dá para tirar Passaporte, CTPS, etc. não é mesmo?

Pois pode jogar todas as suas tirinhas no lixo!

Basta apresentar a  Certidão de Quitação Eleitoral que não custa um centavo sequer e que você mesmo imprime  em casa.

Acesse o site abaixo e preencha com os dados que você encontra no seu Título de Eleitor:

http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/quitacao_blank.htm

*repasse esta dica

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Written by sergiovds

outubro 18, 2009 at 02:13

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A sublime arte do aprender…

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Toda vez que ouço sobre a “sagrada missão de educar” tenho engulhos… Basta haver uma tênue ligação entre transformar informação em conhecimento para que arautos gongóricos proclamem as maravilhas (mormente as agruras) de ser um professor.

Ai meus deuses…

O ato de professar não é lá muito reconhecido, pois carrega, já em si, uma carga de pedantismo e autoridade hierárquica um tanto anacrônica (lembre-se: o modelo das escolas de hoje possui no mínimo 500 anos de idade). Muitas das vezes, este modelo quase medieval, é acrescido de catalisador moderno: o fato do lente ligar seu “modo automático” (eu dizer ser indolente, mas aí a rima seria insuportável) de ministrar a mesma matéria ano após ano. Quem disse que é fácil dominar um número cada vez mais expressivo de crianças/jovens em sala de aula (empurrado pelo lucro operacional) assim como seus vencimentos (cada vez mais pressionado para baixo pelo mesmo lucro operacional)? A regra do modelo educacional ocidental é perversa, e adiciono: es-tú-pi-da.

Antes que alguém já venha para cima de mim vociferando que professor é isso, ou aquilo… devo diferenciar este profissional, formado, registrado, concursado, legalmente autorizado a ministrar aulas em estabelecimentos comerciais educacionais, da entidade que respeito e louvo, o educador. E este, nem precisa ser bacharel, mestre ou doutor em quaisquer matérias do conhecimento humano! Pode ser o seu Vicente que me ensinou aos 5 anos de idade como eu deveria me comportar em sua oficina de sapateiro, ou alguns anônimos, ou não, da web que compartilham pedaços de seus conhecimentos hoje em dia.

O verdadeiro educador jamais se reconhece como professor, ele apenas é um elo que faz da informação, conhecimento (e vice-versa), e para isso ele precisa do outro lado desta equação. O educador só existe se houver o educando.

E aí mora o perigo… nossas crianças não são orientadas pela nossa cultura social e familiar a serem educandas. Elas “malemá” recebem orientações básicas de socialização, são brutalmente jogadas à própria sorte em armazéns sem a mínima estrutura pedagógica “para serem educadas pelo professor, afinal não é esse o papel da escola?”. A familia, a estrutura social destes jovens estão preocupadas e focadas em outra agenda, não passa pelo tecido sociológico que há uma brutal necessidade de compreensão de seus equívocos formais.

Criança é curiosa por necessidade biológica (diria meu pai) não é necessária a criação de ferramentas pedagógicas lúdicas para que elas se interessem por algo. Não! Deixe-as descobrir a serem educandas, ou seja, deixe-as buscar conhecimentos, basta fornecer a informação em doses adequadas, através de qualquer meio, no momento oportuno, junto com processos de descoberta. Este processo de desenvolvimento do conhecimento e aculturação desagua naturalmente na busca pelo educando de educadores.

Quando muitos dizem que “o grande problema deste país subdesenvolvido em desenvolvimento é a cultura do povo e o problema crônico do nível da nossa educação”, eles não estão muito longe da verdade… estão atirando nas codornas, mas, acertando o cachorro!

Eu sei que você quer ler aqui minha proposta para a saída… eu só vejo uma. Comece já a se preparar para quando tiver seus filhos e caso já os tenha, nunca é tarde para começar…

Mesmo não sendo um pedagogo e nem um ardoroso defensor de datas comemorativas (acho isso uma estupidez, principalmente as comerciais)  devo me curvar à lembrança do que eu denomino “educador”.

A todos vocês que educam antes de professar idéias meus parabéns.

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Written by sergiovds

outubro 14, 2009 at 22:29

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A boa notícia é que há liberdade de expressão na web…

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…e a má notícia é que há liberdade de expressão na web. O que me trouxe a estas mal digitadas palavras não foi uma inspiração avassaladora, muito menos um insight repentino. Nada disso.
Fui apenas motivado a raciocinar sobre o ser humano em sua atuação social – seja em real life ou neste mundinho chamado web 2.0 – pois recebi um block no twitter. O que, vamos lá, a princípio não quer dizer absolutamente nada de mais, afinal é parte do jogo social você ignorar as palavras de quem lhe incomoda, abandonar o filme chato, mudar de canal, ou o que seja, quando e como lhe aprouver. A atitude do rapaz foi perfeita e tranquilamente aceita por mim. O que me encafifou foi que o ato mereceu justificativa, pelo autor aos seus outros leitores, como sendo algo a ele “incomum, mas o stalker (eu, que por sinal, fui convidado pelo próprio a acompanhar seus 140 caracteres) era um maleta (ahhh, esses neologismos muderninhos)”. Todos que me acompanham nessas andanças webísticas e/ou “ao vivo” sabem que, sim, sou crítico, um tanto irascível e completamente imune a rompantes de personalidades confusas e necessitadas de aplausos  constantes. Mas… stalker (stôkər| noun – person who stealthily hunts or pursues an animal or another person. A person who harasses or persecutes someone with unwanted and obsessive attention.)Cazzo! O cara me dá block (até aí tudo bem) e se justifica perante a sua “platéia” me rotulando de ra-rum-arra-nham-nhum… babejante obsessivo?! Como diria meu caro @crisdias #avapapu! Juro que tô me lixando pro autor… eu tô pitoco da vida com o ato justificativo! A cada dia que passa noto que esse estorvo, esse incômodo que a mediocridade das atitudes sócio-engraçadinhas – forçadas para assim o serem – causam na minha aura liberal estão aí a miúde, diuturnamente sendo difundidas na web 2.0 em blogs, posts e streammings. Acho que devemos calmamente reavaliar a quantidade em prol da qualidade no quesito conteúdo para tornar a nossa social media um pouco menos caótica e mais afinada com nossos princípios éticos. Afinal de contas de cabotinos e conversa-mole o mundo tá cheio. Ahn… o @cardoso manda avisar que de salsinhas também.

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Written by sergiovds

outubro 13, 2009 at 20:16

Publicado em comportamento, webworld

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+1!!!

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Nada como o desconhecido para nos aguçar a  curiosidade…

Novas experiências fazem nossa vidinha modorrenta se tornar, se não mais interesante, muito mais ocupada. Assim, vamos lá encarar mais uma forma de se comunicar – por intermédio da, e com a – internet de forma multipllexada. Ainda falta eu ajustar muitas arestas do Posterous, mas uma coisa eu posso dizer, assim “de prima”, creio ser o danado a coisinha mais facilitadora já bolada para propagação de conteúdo…

 

Written by sergiovds

outubro 6, 2009 at 02:30

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