Sergio's Printed Words

WebLog Experience – notes about Digital World

Archive for janeiro 2009

Campus Party 2009

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babies

Agora que o camping internético acabou, é possível uma visão global destes cinco dias onde mais de cinco mil pessoas conviveram numa enorme e barulhenta ilha de conexão digital.

Sob o aspecto organizacional, considerando-se o volume de eventos, palestras e ações programados, a quantidade de pessoas, as limitações orçamentárias (graças à crise financeira) pode-se dizer que os problemas de segurança e de confronto até que foram mínimas.

Em termos de ação de marketing direto sobre os participantes tive uma surpresa: ele foi bem aquém das minhas expectativas iniciais. Tímidas ações isoladas.

Apesar de toda movimentação sobre o universo mobile, o Campus Party teve um quê nostalgico, deixando todo mundo pendurado em cabos. Aí fica a questão: Porque uma rede via cabos ultra-rápida e nada de wi-fi? Os nerds mais enfronhados e capazes criaram seus APs próprios para garantir uma vidinha mobile na arena.

O que mais aconteceu na CParty foi o networking. Muita gente conversando e trocando contatos na busca de novos canais comerciais e de desenvolvimento.

Uma curiosidade: ao mesmo tempo que o grupo de envolvidos com as novas mídias aqui de São Paulo consolida-se como o centro de gravidade de todo um universo comercial (mesmo com o crescimento de outros núcleos regionais) a busca de um modelo edficiente e eficaz de negócios continua sendo o principal assunto das discussões (o pessoal evita agora falar em monetização). A grande incógnita das avaliações das várias formas digitais recai na frase: qual o modelo de negócios?

Pelo alto grau de ciência de que o marketing de relacionamento foi o ponto alto da CParty pode-se afirmar, com certeza, que esta 2a. edição ainda assenta-se em um universo em formação.

Para o amadurecimento das mídias sociais muitos bits ainda devem rolar pela web brasileira.

Written by sergiovds

janeiro 25, 2009 at 15:46

Jean e eu.

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jean e eu

jean e eu

Há pessoas no mundo que, assim como eu, simplesmente não conseguem ser parte do mainstream. Por que? Elementar, meu caro leitor… se todos seguem o ritmo de um tambor, Thoreau há muito nos ensinou, que pode haver alguém marchando ao ritmo de outro, ou lançando mão, como exemplo, do batido jargão rodriguiano: desconfie sempre, pois toda unanimidade é burra.
Sempre me causa espécie se todos concordam ou participam da famosa “geléia geral”, onde tudo está embolado e misturado pegajosamente. Basta me deparar com algo assim, e pronto! Para mim é motivo para dizer:

“´PERAÍ! Vamos pensar, pessoal?!”.

Nem sempre sou compreendido e/ou bem sucedido em meus alertas. Sinto, em meu âmago, nitidamente que há algo de podre no Reino da Dinamarca. E quase sempre a certeza de minha intuição sobrepõe-se à dúvida rígida da lógica.

Infelizmente percebo, há tempos, que essa “podridão” está intimamente ligada ao mercantilismo sócio-cultural, ou melhor, ela decorre diretamente da cultura hedonista e de consumo massivo que pautou os anos 80/90, e que desaguou na atual década – p´rá lá de decadente, só para ficar nos aspectos cultural e criativo – onde padrões medíocres (super-valorizados e hiper-difundidos), atingem níveis de saturação e deformação de posturas de convivência humana muito além do estapafúrdio.

Convivemos alegremente com distorções formais – quanto ao aspecto econômico e por tabela social e cultural – da relação “usufruto x valor agregado”, distorções as quais beiram as raias do infantilismo intelectual (para não dizer idiotice galopante).

Um exemplo típico: o que você acha de um office-boy de 20 anos (exemplo de indivíduo em estágio inicial de imersão na sociedade moderna, com o nível social e salarial imputado pela sub-estrutura estatal, familiar e educacional de nossa tupiniquim nação) usando um modelito nike (fake, of course) nos pés, calçado que deveria custar o absurdo ostensivo-glamuroso de 600 reais no comércio licenciado e formal, mas que saiu por “apenas” 120 paus em três vezes no cartão?

Para mim é o perfeito exemplo desta distorção! Um vívido exemplar do ser ávido pelo “consumo ícônico”. Onde o símbolo sócio-cultural consumido é mais importante que a necessidade humana do produto em si.

Nosso jovem estafeta é, no caso, um engajado partícipe do fomento a uma sub-classe empresarial, colaboradora da dicotomia da estrutura social em emprego formal e informal, em mercado legal e “paralelo”, enfim, em grupos que consomem a qualquer preço os originais e aqueles que, para suprir a postura de consumo incônico se estapeiam para adquirir, do jeito que der, as cópias de baixa categoria.

Alguns dizem que isto garante o mercado, mas ´peraí! Ao custo da imbecialização coletiva? Onde as duas pontas do “consumidor” representam a mesma distorção, as faces da mesma moeda?
Não sei não, sinto que algo aí não se encaixa naquilo que reconheço como desenvolvimento social. Ao contrário.

O que mais me deixa “cabrero” nisso tudo, é que atualmente, toda a estrutura profissional de propaganda e marketing (passando pela nova estrutura internética, considerada por alguns como amadora, para desespero dos bloggers) encontra-se plenamente comprometida com este “formalismo” mercantil, aos preceitos do “consumo icônico”. O que no meu ponto de vista demonstra a marcha célere e retro-alimentada rumo a decadência e a decrepitude da civilização humana.

 

Nota: Para aprofundar mais nesses conceitos sugiro a leitura de alguns textos de Jean Baudrillard (ahnn… usa o google para localizar informações sobre esse meu herói).

Written by sergiovds

janeiro 11, 2009 at 05:12

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Não se incomode…

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Algumas coisas são extremamente incômodas, outras, bem… nem tanto.
Assim para dar uma pequena ajuda à minha visibilidade na blogosfera (para o que eu sinceramente ainda não sei) aqui estou arrumando uma justificativa para colocar a linha de comando abaixo:

BlogBlogs.Com.Br

Pronto! Os meninos estão felizes, este blog passará a conviver na companhia dos melhores blogs tupiniquins e o mundo continuará seu caminho dentre as estrelas.
E como o período de desculpas para não trabalhar acabou, deixa eu ir cuidar da vida profissional que as contas de Janeiro são de matar!

Written by sergiovds

janeiro 7, 2009 at 23:41

Publicado em comportamento