O ex-paço da arte
No sábado à noite, agora, na última semana, eu ´tava de bobeira no twitter… de bobeira não! Na realidade eu estava tentando bolar um layout bacana para um relatório de macro-planejamento estratégico, e como a luzinha não piscava dei uma “girada” no twitter…
Foi quando o Cardoso indicou um link com o texto “Ai! Ai! Ai!”. O que mais eu precisava? Cliquei imediatamente na confiança da sapiência/acidez deste escriba fantástico e, sabe de uma coisa? Não me arrependi nem um tiquinho.
O artigo indicado trata da pichação no 2º andar (vazio) da Bienal onde uma turba pichou frases como: “Isso que é arte”(sic), “Fora Serra”, “Abaixa a ditadura” (sic), e os nomes das suas gangues: “Susto”, “4” e “Secretos”.
Não deu p´rá resistir e ato contínuo entabulamos uma troca rápida de comentários que começou assim:
eu
cardoso
…
Nesta triste constatação, desnudando o substrato da identidade brasileira me veio uma frase p´rá lá de consistente, quase uma epifania:
A atitude dos pichadores é a verdadeira meta-linguagem artística aplicada na Bienal de Arte: uma justaposição do antagônico par, artista-vândalo, preenchendo o espaço vazio da arte.
UAU! Onde fui arrumar isso!?
Desde a utilização desvairada e inculta de sprays, da grafia possessiva de pronomes equivocados, do desconhecimento dos significados de interjeições e utilização de verbos (corretamente declinado ao menos, deve-se salientar), passando pelos vazios desta triste e inócua 28º Bienal, o que se depreende é que: ME-RE-CE-MOS tudo isso, sim, como povo, nação e cultura…
Taí escancarado para quem quiser ler os sinais. A verdade está lá fora!!!
Nossa cultura institucionalizada em cotas raciais para institutos, seja de ensino ou de serviços públicos; de distribuição de vales-qualquer-coisa subsidiados, de passes – de mágica – nos transportes e filas preferenciais; de paternalismos; de nepotismos; de benesses e apadrinhamentos familiares e sociais, etc., nivela tudo a um rés-do-chão sociológico tão estúpido que nenhum fernadohenrique-da-vida consegue sequer teorizar sem resvalar no evolucionismo darwiniano. Ô raça!