Sergio’s Printed Words

MiniWebLog Experience – notes about Digital World

Battisti (ou, faço minhas as palavras da Dora Kramer)

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cesare battisti

cesare battisti

“O Supremo decidiu, está decidido. Mas, desta vez, equívocos em série podem levar o Brasil ao Tribunal Internacional de Haia por alegação do governo italiano de descumprimento do tratado de extradição entre os dois países, na decisão do então presidente Lula de não mandar Cesare Battisti de volta ao país que o condenou à prisão perpétua por quatro assassinatos.

Equívocos iniciados com a decisão do então ministro da Justiça, Tarso Genro, de contrariar parecer de órgão técnico de sua pasta pela extradição; continuados com a transferência da palavra final a Lula pelo Supremo apesar de sentença favorável à exigência da Itália; culminados com o veredicto presidencial baseado na suposição de que a Itália não seja um Estado de pleno Direito.

Resultado: depois da bizarra mediação de acordo com o Irã, eis o Brasil de novo exposto desnecessariamente ao risco do constrangimento internacional.”

Escrito por sergiovds

junho 11, 2011 em 4:11 am

Publicado em política

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…E agora, José?!

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Veja, Folha, Estadão, Carta Capital, O Globo…

A grande imprensa brasileira, sem saída e em desespero financeiro, mostrou nestas eleições seu total comprometimento com uma ideologia política ou outra e acabaram se tornando em algo, assim, como um weblog exclusivo, de opinião. Ou seja, o conceito de jornalismo isento e/ou elemento meramente informativo e fiscalizador (doutrina do 4” poder de uma Democracia) foi p´ras cucuias…
“Informação p´ra quê? Os compradores do jornal/revista/site que se lasquem! O que vale neste meu produto de propaganda é o que acho!”

 

Nota de última hora: O ¨jornalismo¨ (SIC) tupiniquim, deste dayafter, insiste em avaliar a divisão NORTE-SUL dos votos em termos PERCENTUAIS… Coloque as votações nas regiões em NÚMEROS ABSOLUTOS e verá que os 45% dos 89 milhões dos eleitores do sul, sudeste e centro-oeste (algo como 32 milhões de votos de 40 milhões de eleitores, menos 20% de abstenção) é muito mais significativo que os cerca de 22 milhões de votos oriundos do N-NE. Com aritmética elementar vê-se (sem torturar números) que os 11 milhões de votos absolutos que Dilma recebeu a mais que Serra residem nas regiões sul, sudeste e centro-oeste… xenófobos, onde estás seu XENOS agora?

 

Escrito por sergiovds

novembro 1, 2010 em 3:55 pm

Publicado em comportamento, webworld

Aham, Cláudia senta lá… (*)

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Abaixo transcrevo o artigo do Terra Magazine. Quem quiser pode acreditar no Ricardo Gandour; eu, após a leitura do artigo tasquei aí em cima o título do post.
(*) entenda o meme – clique aqui 

Diretor do Estadão: "Não houve censura a Maria Rita Kehl"

O diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, conversou com Terra Magazine sobre a demissão da colunista Maria Rita Kehl, psicanalista, que, no último sábado (2), publicou no jornal um artigo no qual tratava da "desqualificação do voto dos pobres". Gandour, para começo de conversa, diz que "não houve demissão":

- Não é demissão. Colunistas se revezam, cumprem ciclos.

Disse ainda o diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo:

- Havia uma discussão em torno de novos rumos para a coluna, essa conversa começou na última terça-feira pela manhã, (…) Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão. Não houve censura. Tanto que a coluna saiu integralmente.

A seguir, a conversa com Ricardo Gandour.

Terra Magazine – O que aconteceu entre o jornal o Estado de S.Paulo e a colunista Maria Rita Kehl? 
Ricardo Gandour – O projeto original no caderno C2 + Música é de de ter ali, aos sábados, um espaço em torno da psicanálise. Um divã para os leitores. Mas esse não era o enfoque que ela vinha praticando e frequentemente conversávamos sobre isso.

Com você? 
Não comigo diretamente, mas com a editora do caderno. Assim iniciou-se com a autora uma discussão em torno de novos rumos para a coluna. Inclusive com o contrapropor da colunista.

Quando começou essa conversa?
Essa última conversa começou na última terça-feira, pela manhã. Ela chegou a contrapropor alguma coisa, tinha um diálogo rolando… Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão…

Mas vocês atribuem isso a ela?
Eu não sei, não posso afirmar. E estão dizendo na internet que houve censura…

…Na verdade, o que há na internet é uma entrevista com Maria Rita Kehl, onde ela diz: "Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"
Não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula.

Mas houve consequências…
Tinha uma conversa em torno dos rumos daquele espaço. Estão dizendo que foi a coluna de sábado que causou isso, mas não foi, não. Era o foco daquele espaço que era outro. Claro que a coluna de sábado foi uma coluna forte…

Forte…
Dentro da questão de que não era esse o foco.

Então, a demissão não se deu pela opinião da Maria Rita e por posterior censura à ela?
Não é demissão… colunistas se revezam, cumprem ciclos. A Chris Mello saiu do jornal em agosto, o Mark Margolis entrou em outra seção. O jornal tem 92 colunistas, e esse ano saíram três e entraram três ou quatro. O que estava havendo aí era a simples gestão de uma coluna específica.

Desde…
Tinha um diálogo rolando e esse diálogo vazou e eu lamento que esteja havendo uma leitura histérica disso.

Talvez porque é um momento…
O momento é delicado, crítico, de eleições, mas abriu-se um diálogo que vazou e nós mantivemos a linha. O fenômeno da rede social é que uma conversa entre três pessoas passou a acontecer entre 3 mil pessoas, mas a verdade sobre esse fato é esta.

Bob Fernandes – Terra Magazine

Escrito por sergiovds

outubro 7, 2010 em 7:19 pm

Publicado em comportamento, política

Estadão: “Delito de Opinião”?!!

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Estou estarrecido:
Maria Rita Kehl declara ao Bob Fernandes do Terra Magazine: “Fui demitida (do Estadão) por um ‘delito’ de opinião” – clique aqui para íntegra da entrevista.
Mas o que está acontecendo com os jornais brasileiros?
É o desespero da falência iminente destas companhias anacrônicas?
Um mamute da velha mídia, do alto de toda sua conservadora e histórica defesa de independência e que estampa diariamente estar sob censura por ato jurídico, joga tudo fora. Alinha-se empresarial e politicamente a um candidato à presidência e (talvez, quem sabe) na defesa de sua coerência ética (?), não censura uma articulista que contraria a sua linha editorial tucanada – e portanto, sem independência e isenção antes adotada – simplesmente a demite, num claro recado:
Aqui é assim, se você quiser assado vá pra outra freguesia, meus empregados fazem o que mando, ideias contrárias às minhas não cabem em meu jornalismo na minha empresa de informação“.

Nota: Nos anos 80 tive o prazer de trabalhar com o lado masculino da família Kehl (Sérgio, Luiz Augusto e José Renato). Infelizmente a Maria Rita conheci apenas “de vista” e em alguns pequenos encontros sociais, nada muito profundo, o que não influiu em nada em minha admiração e respeito pelo seu trabalho.

Escrito por sergiovds

outubro 7, 2010 em 6:30 pm

Publicado em comportamento, política

Mulheres… “APRENDÃO”(*)!

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Este videozinho apresenta o que pode-se qualificar como sendo o primor da eficiência e uma pequena aula para as mulheres.

(*) que não conhece o meme pesquise no Google.

Escrito por sergiovds

outubro 6, 2010 em 7:18 pm

Publicado em comportamento

Caminhando, pra dizer que não falei das flores

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Não deixa de ser uma recuperação histórica…

Muita água passou por baixo da ponte do velho “estado de exceção” desde que a canção Caminhando agitou centenas de milhares de telespectadores e uma imensa multidão no Maracanãzinho em 1968.

Ao fim daquele ano, em 13 de dezembro, o regime militar impõe o Ato Institucional nº 5, transformando de vez a vida do brasileiro em um arremedo de campo de concentração continental e transformando 68 em o Ano que Não Terminou.

Mas aqui – neste depoimento mais que importante para a compreensão do que foram os anos de chumbo (68-73) e o que eles conseguiram produzir em uma nação despreparada política e culturalmente – temos a clareza de um comprometimento vital e sanguíneo com suas convicções. Após 36 anos Geraldo Vandré (o oautor der Caminhando) fala publicamente sobre seu afastamento da vida artística.

Este é um documentário / entrevista de importância fundamental para avaliar o processo de desintegração sócio-político e cultural de um povo.

 

 

 

 

 

 

Escrito por sergiovds

outubro 2, 2010 em 3:14 am

Publicado em política

Águas passadas, desde que digitais, podem mover moinhos…

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No longínquo ano de 2007 eu já tecia comentários em meu Podcast (Impressões Digitais) que contornavam e já suportavam o texto anterior aqui postado Declaração de Voto .

Como o objetivo do Impressões sempre foi o da provocação através da exposição clara de minhas ideias e ideais,

“CREIO PIAMENTE QUE A OBSERVAÇÃO DA REALIDADE É O RESULTADO DO COLAPSO DA FUNÇÃO DE ONDA DE ERWIN SCHRÖDINGER, OU SEJA, DO COLAPSO QUÂNTICO. O QUE TRADUZIDO PARA TERMOS ATUAIS/JUVENIS, PODE SIGNIFICAR ALGO COMO: IHHHH, ÓIA AÍ Ó… POR CONTA DISSO AOS QUARENTA E TANTOS DECIDI PRODUZIR UM AUDIO PODCAST SOBRE COMPORTAMENTO, ARTES, CULTURA E TECNOLOGIA. QUEM SABE A GAROTADA PÁRA DE FALAR: IHHHH, ÓIA AÍ Ó…”

tenho certeza que a audição deste antigo episódio do impressões irá ajudar, se não a um novo modo de ver a conjuntura política, com certeza a municiá-lo com mais argumentos para me crucificar.

Escrito por sergiovds

setembro 15, 2010 em 5:07 pm

Publicado em comportamento, política

Insônia

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Insônia (25 de março de 1980)


Dane-se, como tudo, esse sabor 
dessa mistura de suor e vontade
obscura.
Em minha boca, salgada, e
que balbucia rouca palavras ríspidas 
e diárias.
Dane-se esse espectro azulado
de saudade
que me acompanha pela cidade
nas ruas feito sombra de sol a pino,
que deslumbra todo um desatino
qualquer
de reflexo disforme.
Dane-se essa incontente sensação
de vitória, de história vencida,
de negação impotente.
É tanta derrota trivial
é tanta alheia palavra final,
de quem fala e não faz 
que me aconchego, derradeiro
sem achar direito na cama
meu travesseiro.

Escrito por sergiovds

setembro 14, 2010 em 4:20 am

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Declaração de Voto

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Muitos se estapeiam em épocas de eleições como se tais períodos definissem, por toda a eternidade, a vida de cada um.

Ledo e crasso engano…

Desde minha tenra adolescência em pátios escolares, passando por campiuniversitários, depreendi que a democracia (talvez por viver, à época,  em plena ditadura), além de utópica, é carrasca.

Vislumbremos o cenário: dois ou mais grupelhos convencem a maioria circundante (geralmente com grau de estupidez equivalente à avidez em palpitar sobre qualquer coisa, preferencialmente, sobre aquelas que não lhe atinja de forma directa e não cause envolvimento em nada que lhe exija atenção – vide reunião de condomínio) que basta submeter alguns representantes destes grupelhos ao escrutínio das urnas para tudo se revestir de legalidade, de uma pura, transparente eficaz e direta representatividade perfeitamente convalidada e abençoada, amém.

Pronto! Assim define-se o atual paradigma brasileiro do “PUDÊ!”, ou como chamo a Democracia de Minoria. Se os grupelhos forem suficientemente espertos (vejam os estadunidenses e ingleses) montam um joguinho de faz-de-conta e alternância ad eternum… e la nave vá.

Aqui na terra brazilis, talvez pela sua infante democracia e consequente política um tanto quanto rastaquera, as associações pré-poder ainda se maquiam de tintas ideológicas emboloradas ou se encontram devidamente coaptadas pelo canto de sereias braslienses sobre as benesses de um falso centrismo, este mais definido pelo equilíbrio das forças em disputas internas do que pela ideologia. Falta-nos a maturidade da cidadania responsável pela coisa pública. Ainda somos – em nossa maioria -  dependentes de ioiô e de iaiá. Porém, aí, nesta seara – para não dizer maranhesca – política, tudo e todos não passam de atores de uma mesma farsa.

Mas voltemos ao motivo deste meu desabafo um tanto desesperançoso (mesmo tendo lutado pela democracia e pelo direito a voto a todos) e pelo fato de eu não mais me afligir sobre o ganha-e-perde destas eleições.

Não creio que fulano ou sicrana, ou o grupo X ou a associação Y, irá solucionar ou modificar, num passe de mágica, o status quo sócio-político… Personalização e paternalismo não fazem parte de meu dicionário político. Hoje, só consigo analisar e participar como cidadão da vida da Nação através de ações de macropolítica. Qualquer bandeira “partidária” que eu carregue será falsa e contrária meu conceito de democracia plena.

O poder deve ser alternado entre os grupos interessados, assim como devem ser testados novos compromissos com tal poder… mas sem colocar em risco os equilíbrio alcançados, ou melhor dizendo, o poder deve chegar a determinado grupo no tempo histórico e de compressão social adequados. Ditaduras de esquerda e de direita provaram – na história mais que recente – as suas incompetências em teinosamente esquivar-se desta verdade. Mesmo a toda-poderosa democracia  dos EUA, em seu víés neo-liberal, bambeia miseravelmente devido às idiotices de perpetuação republicanas, não é?!

Assim, cheguei a conclusão que o PSDB há 8 anos afastado do poder conseguiu o impossível, ficou no ostracismo e não conseguiu posicionar-se como oposição política nem como alternativa sócio-econômica. Além de outros rincões deste brasil-véio-de-guerra, o mesmo PSDB há 16 anos domina o maior estado e a maior capital do país (ou seja, o 2º e o 3º orçamentos do país – estes só perdem para o orçamento da União) e mesmo assim, não conseguiu viabilizar uma unitária e virtuousa ação política sequer, nem ao menos amealhar um par de aliados ideologicamente afinados a um discurso equilibrado e inovador. Passou em branco e casou como o diabo, desaguando na demonstração atual de total incapacidade de vencer uma eleição de sindicato!

Se tal coleção de próceres políticos não conseguiu o mais elementar do exigido no campo político, como então irá implementar uma administração de poder renovada, dinâmica e criativa? Lamento, mas vou manter o bode na sala para que alguém o tire de lá definitivamente ao invés de esbravejar que fede e há esterco.

Creio que a eleição da Dilma será a pá de cal definitiva no que resta tanto do petismo como do tucanato fisiológicos, ineficientes e incapazes que andam por aí. O país precisa mais do que nunca de opções sérias de Políticas de Nação e não “políticas de governo” (ou seja, “pude”). Não dá mais para ficar nessa falácia de politicalha misturada com empresário amigo e parceiro de subchefe-de-assessor-de-qualquer coisa em gabinetes de apadrinhados e de cotas de acordos partidários. As saídas até agora oferecidas são mais-do-mesmo… e isso não basta para os desafios que se avizinham. Ou surge uma nova forma de cidadão e de administrar o executivo, o legislativo e o judiciário ou estamos fadados a virar uma imensa favela nacional, velha, suja, ilegal, viciada e corrupta.

Precisamos que os jovens (minha geração você pode esquecer, ela está mais interessada em discutir a ética e honestidade do síndico) encarem a árdua tarefa de alterar, difundir e aplicar – urgentemente – os conceitos de res publica e de cidadania. Só assim novos partidos políticos podem surgir e provocar – democraticamente – um realinhamento social e morl suficientemente forte para as reformas de representatividade, idoneidade e gestão política.

Em resumo, nestas eleições vou ajudar a chutar esta porta podre de forma macropolítica – Vou votar na Dilma.

Nota final -  No  post não consegui encaixar a ideia a seguir, assim coloquei-a como uma simples nota de rodapé: Na defesa democrática da liberdade uns exigem que o voto seja realmente um direito, ou seja, facultativo (aviso: sou totalmente a favor desta ideia) mas, que esta faculdade em uma sociedade desconectada da cidadania valida de vez a “democracia de minoria” isso é inquestionável.

Escrito por sergiovds

setembro 12, 2010 em 6:02 am

360 graus

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360 graus (7 de fevereiro 1978)

Nesta selvagem histeria de temores
Coloca-se meu coração ávido,
Num álibi,
Morto e desenganado;
Só uma loucura me arvora
Aquela que sua boca diz
E quando infeliz boceja
Palavras remediadas;
Como cicatriz
Minha trama é homogênea
E clara como mar,
Meu desejo é viver
E não ter sentido.

Escrito por sergiovds

agosto 24, 2010 em 1:08 am

Publicado em comportamento

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